Finalmente consigo responder às perguntas que me têm enviado-
Que alimentos devemos tomar para nos fortalecermos?

Aqui ficam as soluções da nossa família.
Cá por casa, a saúde respeita-se.

1- Em primeiro lugar, não comemos carne, nem peixe, nem lacticínios o que já nos deixa de fora de uma boa dose de químicos e antibióticos.

2 – Depois tentamos comprar coisas biológicas, sempre que possível, e o que não é possível, lavamos muito bem.
Uma solução de sal e água (1 para 9) parece ser extremamente eficaz na redução de químicos nos vegetais e fruta.
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3 – Depois apostamos na prevenção.
Mexer na terra e apanhar as bactérias boas (esquecidas no nosso mundo sobrehigienizado) e andar ao ar livre. Muito, muito, muito. (Chuvinha miudinha e saltos nas poças incluídos)

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4 – Usar alguns alimentos que ajudam a fortalecer e imunizar o nosso sistema.
Assim, quando chega o Outono, por aqui, para evitar as vacinas anti-gripe, começo logo a colocar curcuma e gengibre na comida.
No entanto, este ano, tenho um aliado novo.
Há um produto biológico, de ingredientes naturais, que engloba uma série de anti-inflamatórios naturais.
Chama-se Golden Milk e tem curcuma, canela, pimenta e gengibre e é só pôr uma colherzinha no leite e “já está”, como dizem os meus filhos. Temos bebido todas as manhãs. O meu, numa caneca muito especial, pintada pela minha avó…
E neste dia o leite era de avelãs. Caseiro.

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Também apostamos no alho, cacau (sem açúcar), tomilho, aipo…
São muitos os alimentos com propriedades anti-inflamatórias.

5 – No entanto, de vez em quando, lá acontece, o nariz começa a pingar, às vezes a garganta a doer. Nessa altura passamos ao chá em doses industriais.
Limão, gengibre, cravinho e canela.
Mais uns vapores e lavagens do nariz e com os miúdos resulta quase sempre e a mim ajuda-me imenso.

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6 – Se mesmo, assim, os sintomas não passarem, é tempo de agir. Com anti-inflamatórios?
Não, ainda não.
Aqui passamos às bolinhas da homeopatia com o Dr. Nuno Oliveira.
Ou à acupunctura com a Dra. Joana Teixeira.

Só depois passaríamos aos químicos…
Mas a verdade, é que os meus miúdos, pés sempre descalços, pouco agasalhados, sempre destapados a dormir, há quase 2 anos que não tomam um anti-inflamatório. E muito menos um antibiótico.

Por aqui resulta e eu sinto-me realmente feliz e orgulhosa.
Como nada disto tem efeitos adversos como os dos medicamentos, que tal tentarem também?

Contem-nos as vossas mezinhas!
E plantemos amor.

Hoje é dia da raiva.
Que estranheza existirem estes dias de celebração de coisas que não interessam.
E no entanto, isso leva-me a pensar no seu oposto.
A calma.
Eu que já acalentei propositadamente mágoas que descambaram num cultivo impróprio de raivas no meu peito, hoje, busco acima de tudo… calma.
Hoje, como esposa, como profissional e sobretudo, como mãe, vejo a calma como um superpoder.
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Os meus filhos não vão à creche. Sou mãe a tempo inteiro, revezando-me o melhor possível com o pai e quase sem família por perto para ajudar.
Com uma quinta por cuidar e pelo menos duas profissões para realizar… não é fácil.
Tenho dois miúdos de 3 anitos acabados de fazer, que trepam tudo o que seja vertical (ou mesmo diagonal e periclitante), cujas brincadeiras predilectas são água (não importa de que fonte e para que fim) e espalhar brinquedos (os poucos que têm) pelas várias divisões da casa.
E enfim, são dois irmãos da mesma idade, e tão depressa estão a planear conjuntamente a próxima traquinice, e a rir desalmadamente um com o outro, como qualquer pequeno pretexto serve para implicância e consequente choro, (diria… berreiro), e até agressões.
Tenho dois miúdos que são ávidos de descoberta e que, face à ainda normal dificuldade em aceitar nãos, revelam os seus mais agudos e temíveis gritos, e os desoladores beicinhos de discordância.
Tenho dois miúdos que se zangam e que se enervam.
E o que sei é que a experiência me tem mostrado que a calma é um superpoder.
Eu tenho um semblante relativamente calmo, uma voz baixinha e muitas ferramentas para saber lidar com todas as dificuldades de ser mãe.
Mas… nao sou de ferro.
E não são tão raras as vezes quantas gostaria, em que um grita e eu elevo também a voz. Em que descambo para a chantagem em ralhete: “se não páras, acontece isto ou perdes aquilo…”
Mas sou consciente. Quando faço coisas de que me não orgulho, recrimino-me, se achar que é válido peço desculpa e sobretudo tento de imediato voltar ao caminho que tracei para a educação deles (e minha reeducação).
Mas ainda assim, estes momentos ocasionais, são um bom exemplo de como a raiva, os nervos, o stress e o fraco discernimento são uma espiral.
Se eu ralhar com a voz mais alterada, os meus filhos respondem-me aos gritos, a roçar a má-educação.
Se eu respirar antes de me alterar (inspirar e expirar ajuda a acalmar), se me ajoelhar perto deles, se falar baixo e docemente, se aplicar a entreajuda… bolas, como o resultado é magnífico.
“Estás zangado? Eu percebo. Precisas de te acalmar, para conseguires pensar como deve ser e resolver esse problema. Precisas da minha ajuda?”
E é ver as suas carinhas até aí mascaradas com o biquinho de mau e os olhos zangados, a desabarem por completo.
Quantas vezes, em momentos de fúria, também nós só precisamos de alguém que nos diga: “Eu compreendo-te. Precisas de ajuda?”
Quantas vezes um abraço de alguém é suficiente para conseguirmos restabelecer o juízo e agir com nexo?
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No caso deles, crianças ainda puras dos moldes da sociedade, é ainda mais notório. E não quer dizer que resulte em 100% das birras que fazem, mas resulta seguramente em 90% de forma mais ou menos rápida.
O facto de me manter calma, apesar de a situação me pôr a fervilhar por dentro, resolve o assunto tão mais eficientemente do que se eu me puser a gritar mais do que eles.
É certo que tenho de parar o que estou a fazer, é certo que me leva ali 5 ou 10 minutos de colinho e abraços e conversa, exactamente no momento em que tinha de enviar o e-mail urgente ou pôr o jantar ao lume… mas mal esse tempo acaba, os meus filhos são outros. Dispõem-se a fazer exactamente aquilo que não queriam e que originou a birra, sentem-se tranquilos e, mais importante do que tudo, sinto que a sua confiança em si próprios e em mim cresce notoriamente.
Um dos ensinamentos que mais me orgulho de lhes passar e aprender com eles, é que somos nós quem controla as nossas birras, os nossos nervos, as nossas frustrações…
“Estou muito zangada” – digo-lhes às vezes, depois do primeiro grito, à visão de uma qualquer colcha pintada a caneta de feltro – “preciso de respirar para me acalmar”.
Eu sou o exemplo. Eu assumo as minhas fraquezas e corrijo-me em frente a eles.
Não preciso que me achem perfeita. Preciso que saibam que faço o melhor para ser boa mãe e que isso as vezes significa perceber que estou errada ou que ainda não sei tudo.
Por norma, sentam-se comigo a respirar também. Por vezes abraçam-me ou fazem-me festinhas. “Já tás feliz, mãe?”
“Já acalmei, sim. Podemos falar?”
E a verdade é que falado, em vez de ralhado, se tem revelado muito mais eficiente para que não volte a acontecer.
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Imaginem o que seria as pessoas conseguirem escutar-se umas às outras em vez de entrar em espirais de discussões.
Imaginem o que seria crescermos todos assim e isto dar realmente resultado. Imaginem o que seria as nações respirarem e conversarem antes de decidirem entrar em mais uma absurda e dramática guerra…
Hoje, no dia da raiva, penso, constato e sei que a calma é um superpoder.

Cá estamos

Hoje resolvi fazer as tabelas que me fizeram muita falta em todo o meu processo de mudança de alimentação, e que espero que ajudem a descomplicar o vosso processo dos primeiros tempos.
Estas tabelas e dicas, são todas baseadas nos Manuais da Direcção Geral de Saúde, nas dicas das nossas nutricionistas e na nossa própria experiência familiar.
No entanto (!) não invalidam a vossa própria visita a um nutricionista informado, sobretudo  se estivermos a alterar a alimentação de crianças (!).

A maioria da população ocidental tem uma alimentação inadequada (associado a um estilo de vida de stress), o que tem resultado na proliferação de tantas doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, obesidade, esgotamentos, depressões…

A alimentação vegetariana bem planeada é muito mais saudável para o nosso corpo, para a nossa consciência e sustentável para o Planeta.

Por vezes parece difícil acertar com as combinações. Este é o meu descomplicómetro 🙂
sempre atento a novas informações da comunidade cientifica e portanto em possibilidade de mudança.
Todos os documentos estão disponíveis em PDF para impressão e acesso a links, no fim da publicação.

Para começar o dia:

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Para os almoços e jantares:

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Muito importante – os complementos necessários para obtermos todos os nutrientes:

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Lista dos Alimentos de Origem Vegetal que nos providenciam as vitaminas, minerais e oligoelementos necessários à nossa saúde.
Às vezes dá jeito saber:

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Algumas dicas extra, que fazem falta:

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E por fim, endereços úteis para receitas e muito mais informação nutricional:

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Para ver com melhor qualidade, aceder a links e imprimir para a porta do frigorifico :), cliquem aqui:

Pequenos Almoços, Lanche e Snacks

Almoços e Jantares

Complementos Necessários a Alimentação Vegetariana Saudável F

TABELA DE VITAMINAS

Endereços Úteis

Espero ter ajudado.
Que continuemos a plantar amor.

 

 

Meus filhos

Hoje escrevo-vos a ver o rio.

Lembram-se de vos falar na bisavó Amélia?

Foi com ela e com a vossa avó que vivi até aos meus 20 anos.

A minha avó Amélia morreu há 9 anos.  Hoje quando vos deixei, disse-vos que ia buscar a avó Amélia para a pôr nas flores. Um conceito muito estranho para os vossos 3 aninhos.

Por isso esta carta não é para hoje. Tal como as outras, é para lerem mais tarde e se possível tirarem alguma lição dela.

Hoje fui buscar os ossos da avó, mas por uma estranha e triste aventura, os ossos da avó não eram dela. Tinham uma prótese e a avó não tinha nenhuma prótese.  Perdi a avó Amélia, meus amores.

Plantei os fetos e as avencas que ela gostava ao lado da nossa parede para neles se enraízarem as cinzas da avó Amélia e ela ali ficar, junto de nós, parte da terra.

Mas quis o destino que assim não fosse e a mãe viu-se, a chorar, numa contenda em busca da avó no sítio dos mortos não reclamados.
E é por isso que vos escrevo.
O sítio dos mortos não reclamados é uma casa velha cheia de sacos pretos cheios e fechados. Alguns têm mijo de gato em cima.  Há uma pia muito grande onde estão um crânio com terra e vários ossos grandes e pequenos como um velho puzzle.  Há uma sanita suja atrás de uma porta, e mesmo ao lado escondem-se mais uns quantos sacos pretos.
Dentro desses sacos, filhos, estão pessoas.
Pessoas que já não existem e que já não existe ninguém que as queira pôr nas flores.  Pessoas que viveram como nós. Que brincaram, que deram o primeiro beijo, que se apaixonaram e discutiram, que trabalharam para ter dinheiro, que passearam e sorriram e choraram como nós…
Ali, no chão, dentro de um saco preto com mijo de gato em cima…

Numa prateleira estão 5 ou 6 caixas da fruta, com ossos.  Supostamente uns deles são a Avó Amélia. Só que não são, porque a Avó Amélia não tinha nenhuma prótese…

Hoje foi a primeira vez que eu vi um esqueleto sem ser de plástico, ou sem ser na distância fria de um filme…

Na minha demanda por encontrar a Avó Amélia, fui, em lágrimas, em busca de um dos coveiros que teria levantado a avó da campa que, ironicamente, trabalha agora num talho.

E o que vi foi isto, e, reparem amores, que o que nós somos é também isto:

 

 

Iguais, meus amores.

Somos todos só isto.

Moramos aqui. Neste minúsculo planeta iluminado pelo Sol…

Somos tão importantes como a lagartixa de quem vocês às vezes correm atrás.  Como o coelho ou a vaca que é uma mãe extremosa e a quem se arrancam filhos para o prazer dos humanos. Entendem porque é que não quero comer um ser que pode ter outro à procura dos seus ossos?

No fim, tal como eles, somos só isto…

Acabamos assim.

Eu não conheço as pessoas que estavam nos outros sacos. Mas sei as histórias da Avó Amélia.  Sei que cuidou, ainda menina, dos irmãos mais novos quando o pai morreu, que sofreu muito na vida, no casamento, que teve 3 filhos, que lutou muito para ter dinheiro para dar um curso aos filhos (que estupidez não lhes ter dado antes o tempo de os fazer felizes), que criou a neta, que sou eu, enquanto lavava as escadas de outros e me ensinava a cantar. Que gritou, chorou e sofreu com toda a sua intensidade os, alguns pequenos, problemas da vida.  Que lamentou ate ao fim do seu juízo, a porcaria do cordão de ouro desaparecido…a tristeza de eu não ter um curso (eu que agora sou quase Mestre, quando quis, quando foi o tempo…).
Que sorriu quando ouvia aplaudirem-me, quando lhe dava um beijo…
Uma mulher, uma mulher como todos nós.
Agora é assim… Um conjunto de ossos, muito parecido aos de plástico e aos dos filmes.

Somos só isto, meninos. Somos só isto!

As vezes também eu me vejo em luta por mais dinheiro que dê para comprar mais isto ou mais aquilo.  As vezes também eu me vejo a discutir ninharias, desamores, desamizades, desumanidades…

Para um dia chegar ali… A um monte de ossos num saco plástico…

E é por isso que vos escrevo hoje. Queria dizer-vos que vou tentar criar-vos a saberem desta humildade do pequenos que somos…

Queria pedir-vos para, se eu conseguir ensinar-vos bem, de vez em quando me lembrarem também do mesmo.

Que eu não me deixe iludir. Que me lembre de que se viemos aqui a este minúsculo planeta, como seres absolutamente insignificantes que somos, para que o nosso tempo de existência importe, só podemos fazer duas coisas que realmente interessem.
Sobreviver ou viver.
Amar ou odiar.

Eu escolho Viver e Amar.

Podemos descobrir a penicilina, a luz, a música clássica e a pintura cubista…podemos durar até alguns séculos na mente das gerações… a ciência, a arte, o dinheiro, o  nome… que importa? Seremos ossos.

Até o amor, de facto, termina.  Os vossos bisnetos, se os tiverem, já não me irão amar…

Mas se eu tiver contribuído, anonimamente, para que ainda haja planeta quando eles nascerem, se eu tiver contribuído para que vocês saibam o que é uma família, uma comunidade, o mundo e se isso passar para as vossas próximas gerações…
Então o que eu nasci para ser terá sido cumprido.

Os ossos perdidos da avó Amélia são só ossos… Não guardo raiva a quem os perdeu. Fosse por que motivo fosse, sei que não imaginou a dor que causaria…
Gostava de a encontrar. Ainda quero levá-la para as flores.  Sabem porque a procuro? Porque no seu distorcido, estranho e pessimista jeito de gostar, sei que me amou…

Mas se não souber quais são os ossos da avó, que importa?
Ainda a amo.

E isso é tudo o que vale a pena. Somos só isto…
Amor.
Amo-vos. Sem interesse, sem medida, sem expectativa de retorno. Amo-vos.
É tudo o que me interessa cultivar.

20258337_1911969875722579_8039505940163283515_n.jpgPlantemos amor.

Hoje é dia do Ambiente e pela manhã deparei-me com esta notícia nos jornais:

“Uma dieta vegan, é provavelmente o melhor caminho para reduzir o nosso impacto no planeta”  Joseph Poore, University of Oxford, UK

” Dada a crise global da obesidade, mudar a dieta, tem o potencial de nos tornar a nós, e ao planeta, mais saudáveis ”. Prof Tim Benton, at the University of Leeds, UK

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O novo estudo, publicado na revista Science, é uma das análises mais abrangentes até à data e revela que retirar a carne e os lacticínios da dieta podia reduzir a pegada de carbono de um indivíduo até 73%. Reduziria também a área mundial cultivada em 75% e ainda assim alimentaria o mundo inteiro.

“Realmente são os produtos animais que são os maiores responsáveis (pela extinção das espécies e poluição do planeta). Evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito melhores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis, e é muito maior do que evitar as viagens ou comprar um carro elétrico”

A pesquisa da equipa de Joseph Poore é o resultado de um projeto de cinco anos de duração, que inicialmente começou como uma investigação sobre a produção sustentável de carne e laticínios.

O cientista parou de comer produtos de origem animal após o primeiro ano de estudo…

Por aqui não comemos carne, nem peixe, nem lacticínios, nem ovos. Nada de origem animal. Eu sou vegetariana há 18 anos e vegan há 2, o marido há 6 anos e os meninos desde a gestação.

E estamos saudáveis e de consciência tranquila. Pelos animais e pela nossa casa – o planeta Terra.

Nas próximas publicações, irei compor algumas tabelas que vos ajudarão a compôr as vossas refeições vegetarianas de forma saudável.
Para bom apetite e boa consciência.

Espero que vos inspirem na vossa jornada pela defesa do ambiente!

 

 

Aconselho ainda que vejam o documentário Cowspiracy, para mais informações, e que se deliciem a encontrar receitas e muita, muita informação nutricional no blog Universo dos Alimentos.

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Que continuemos a Plantar Amor

Liana

(Quando aqui falar em televisão, quero dizer todos os ecrãs com entretenimento – televisão, computador, telemóveis e tablets.)

Então, em primeiro, calma. Nós temos telemóveis, computador e televisão. Raramente está ligada, mas temos.
Eu já fui viciada em cinema e continuo a adorar filmes e séries. E mais recentemente sou vidrada em documentários.
Mas os mais novos cá em casa… vivem muito bem sem televisão.

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Credits: Patrícia ResendeEnter a caption

Então vejamos como:
– até ao ano de idade, os meus filhos viram 0 televisão.
Sim, o número está correto. Zero.
Quantas vezes me fez falta? Muitas.
É seguramente mais difícil entreter uma criança, no caso duas, sem televisão.

Mas, e não é por ser obtusa, super protectora ou querer ser diferente, mas fi-lo porque li diversos estudos de pediatria que nos garantem que os bebés não estão preparados para ver televisão.

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Credits: Patrícia Resende

O que a televisão faz (e telemóveis e tablets também):

1- os estudos referem que os estímulos visuais são demasiados e muito acelerados para a capacidade dos cérebros dos pequeninos.

2- o uso de ecrãs antes dos 18 meses, pode provocar atraso na linguagem, na leitura e na capacidade de curta-memória.

3- relacionam a tão falada hiperactividade com o demasiado tempo atrás de um ecrã, visto que nos desenhos animados os estímulos são constantes, coloridos e vibrantes e a criança fica “viciada” nessa forma de ser/estar.

4- causa crianças mais passivas a nível de criatividade, imaginação e entusiasmo próprio e com mais falta de cooperação, interesse e atenção nos estudos.

5- Em grandes estudos na América e Reino Unido relacionam inclusivamente a obesidade infantil, a agressividade e alguns problemas sociais e emocionais à exposição elevada e demasiado cedo aos ecrãs.

6- Vicia.

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Credits: Patrícia Resende

O que a televisão (telemóvel e tablet) não deixa fazer:

Mais ainda, do que o que a televisão pode fazer é o que a televisão não deixa fazer, ou seja:

1-  naturalmente os ecrãs impedem o contacto humano. Justamente aquilo que é mais necessário a uma criança, para aprender a relacionar-se consigo, com os outros e com o mundo.

2- a televisão impede o tédio, e por isso a consequente busca de entretenimento, através da criatividade e da resolução dos seus próprios problemas e frustrações.

3- minoriza a vontade de estimular fisicamente o corpo e a descoberta da Natureza e seus elementos

4- a televisão, na maioria dos conteúdos apresentados, impede a empatia e a sensibilidade ao outro, uma vez que as imagens de violência nos desenhos são uma constante a que fica habituada.

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Credits: Patrícia Resende

E as razoes continuam…
Mas estas, foram mais que suficientes para mim, para até ao 1º ano cumprir à risca, a regra de “no TV”.

A partir daí confesso que me vali algumas vezes.  Mas ainda hoje, têm quase 3 anos e a televisão está confinada a 1h ou 2h aos sábados ou domingos de manhã ou a uma ocasião esporádica de gigantes birras (e zero paciência maternal).

Verdade seja dita, por não terem sido expostos a esta realidade, os meus filhos, gostando muito de ver televisão, passado 1h já estão levantados a procurar outra coisa para brincar. Também o telemóvel é uma realidade muito restrita, em que jogam 1 jogo, adequado e didactico, ainda menos que uma vez por semana.
Tablets não sabem o que é.

Sim, têm quase 3 anos e não, não vão ser infoexcluidos.  Vários estudos demonstram que a exposição mais tardia não invalida a falta de capacidades para mexeram em ecrãs nem a sua eficiência e rapidez em relação aos mesmos.

Nesta fase de vida, as crianças precisam de tocar, cheirar, sentir. Tudo é uma novidade e tudo, absolutamente tudo é um estímulo.
Precisam dos pais. Sobretudo e acima de qualquer referência, precisam dos pais.

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Credits: Patrícia Resende

A minha introdução aos ecrãs foi portanto, gradual. Inicialmente ligava o computador à televisão e punha-lhes videos nossos. Deles próprios, do nosso casamento, das festas de anos…  O ritmo era obviamente lento e real, as situações e as personagens conhecidas e isso fazia com que eles adorassem e não se sentissem perdidos entre a realidade e a ficção.  Também colocava ballet para crianças, do género do Quebra Nozes, ou concertos de música classica infantis, por ser algo muito mais focado na música e na dança, cheio de cor mas sem um ritmo alucinante.

Por último, quando introduzi os bonecos, foi ou com escolhas minhas no YouTube, ou, se com muita pressa minha, o Baby TV.
Por ser lento, e as histórias, mesmo que às vezes muito parvas, não conterem violência nem maus exemplos.

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Credits: Patrícia Resende

A verdade é que, por estarem tão expostos e atentos às nossas conversas, leituras e brincadeiras, eles têm um vocabulário muito extenso e uma conversa já muito bem fundamentada, para além, de que mesmo prematuros e com os percalços de saúde que tiveram, nada os impede de subir muros 🙂

Houve alturas em que lá tivemos de ouvir os habituais comentários dos “coitadinhos”.
Mas já nos habituámos aos coitadinhos que não têm gomas, carne, fritos, antibióticos, televisão, creche, brinquedos demais…
Claro, que depois quando os vêm felizes e saudáveis e com um desenvolvimento acima da média, sem nada destas coisas… acabam-se os comentários.

Hoje em dia, já são eles a procurar por eles próprios a sua diversão, basta-me dar-lhes algumas “ferramentas” e eles ajeitam-se, mas deixo aqui algumas imagens de como entretia os meus miúdos antes mesmo de eles andarem.

É incrível a surpresa de umas simples panelas ou tampas entreterem tanto…
Agora, mais crescidos, privilegiamos sempre os passeios e a brincadeira ao ar livre na Natureza.

Estas fotos podem ser abertas uma a uma e têm a descrição dos materiais.
Mas também nos podem procurar no seguinte link do Pinterest:
Actividades para bebés – PlantarAmor.com

Nós gostamos muito de televisão.
Mas sem a tornar, e aos telemóveis e tablets, em perigosos babysitters.
Preparados? Toca a pôr os miúdos a puxar pela mente e corpo.

Que continuemos a plantar amor.

Liana

O plástico tem sido um grande amigo. É fiável, práctico, simples e está em todo o lado.
E… aí reside um grave problema. O plástico esta e estará em todo o lado…
Durante os próximos milhares de anos.

A nossa dependência do plástico e a sua extrema longevidade tornaram um grande amigo no nosso pior inimigo.

Disseram-nos que devíamos reciclar. E agora sabe-se que não há capacidade de reciclar o tanto plástico que geramos, e que apenas 7% do plástico (sim, 7%) é verdadeiramente reutilizado.

O resto do plástico é muito bem empacotado e enviado para os países a que nós chamamos de 3º mundo. E aqui, gera-se mais um problema de gravidade extrema. Um abuso de direitos humanos com povos a viver literalmente em cima do lixo que nós fazemos.

A restante parte vai parar aos oceanos, aniquilando o ecossistema de que dependemos.

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A partir do momento em que percebemos que o plástico é um composto químico, extremamente prejudicial para o organismo humano e que devido ao excesso de poluição nos oceanos, está a começar a entrar na nossa cadeia alimentar através do sal, do peixe e da água engarrafada… humm, há uma luz de perigo, que se acende em nós, não há?

Um certo medo agiganta-se e a pergunta é óbvia.

“Então é melhor viver sem plástico?”

Foi isso a que nos propusémos na nossa família.
Para logo nos apercebemos que era bem mais difícil do que pensáramos.
Carro, televisão, telemóvel, máquina de lavar…
É tudo plástico.

Mas resolvemos começar por algum lado.
Pelo menos segundo a premissa:
Viver com muito menos plástico.
E passar a mensagem. Para que a pressão cresça e se apoie na sociedade para salvar os mares e… a nós próprios.

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Por onde podemos então começar?

Aqui por casa foi assim:

– Abolir palhinhas!
Sejamos francos, servem para quê, se não precisarmos delas por saúde?

– Abolir cotonetes e mudar para escovas de dentes de bambu! 

– Abolir sacos plásticos!
(Usar sacos de pano e frascos)

1- Para isto é preciso programar a mente para ter sempre sacos de pano ou de plástico reciclados para ir às compras, no carro, na mal, onde der jeito.
2- Depois programar a mente para não nos importamos quando as pessoas olham para os nossos sacos de pano ou rede (e termos orgulho nisso).
3- Depois lembrar-mo-nos de escolher as embalagens de vidro ou papel em deterimento das de plástico.
Começa por ser difícil mas depois entranha-se e perguntamo-nos porque, sendo tão simples, não é esse o hábito geral.

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– Abolir garrafas de água de plástico!
(Usar garrafa reutilizável para andar na mala)

Um milhão de garrafas são vendidas por minuto. Em um ano apenas, são 500 bilhões  de garrafas. Apenas 7% são reutilizadas, o resto vai poluir terra e mar. Mais precisamente 8 milhões de toneladas métricas de plástico vão parar ao oceano todos os anos.
Por esta razao, estima-se que em 2050 o oceano tenha mais plástico que peixes.

Quão assustador é isto? Por uma coisa da qual usufruimos durante 5 minutos?
Não contabilizando sequer os malefícios para a saude publica, ao estar a ingerir em microquantidades, mas durante toda a vida, microplasticos de componentes cancerígenas e outros químicos associados.

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Courtesy of Akasha. Credits to: @mohammedali6561

– Comprar a Granel
(com os sacos de pano e os frascos)

Encontrar lojas de venda a granel (cereais, leguminosas, frutos secos, detergentes, etc…), levar os saquinhos de pano e os frascos de vidro e levar para casa.
Este foi o hábito mais difícil de implementar, mas é só encontrar a loja certa e fazer disso uma agradável rotina.
E a loja certa para cada um, podem encontrá-la neste site informador: Agranel.pt

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– Usar fraldas reutilizáveis!

Cada bebé gasta em média 5000 fraldas até ao desfralde, e cada fralda demora 500 anos a desintegrar-se na Natureza. Sendo que nascem aproximadamente 360 mil bebés por dia, imaginem de quantas fraldas e anos falamos.

30 fraldas reutilizáveis fazem o serviço de cerca de 4000 fraldas descartáveis… e garanto que as novas fraldas de pano, são giras, funcionais, muito mais económicas no médio prazo e muito mais ecológicas.
Nós temos gémeos e conseguimos usar a maior parte do tempo!

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– Recusar loiça descartável

Como, em família, procuramos comer saudavelmente, não somos os melhores clientes dos restaurantes fast food. Mas às vezes não há tempo para mais, ou às vezes simplesmente apetece uma coisa não saudável!

É a altura de comer o que nos apetecer mas recusar palhinhas, copos, tampas de copos e outros recipientes de plástico sempre, sempre que puderem.

Se andarmos sempre com os nossos talheres reutilizáveis (de bambu por ex), melhor ainda.
Ao princípio parece estranho, mas é só ter em mente a nossa missão maior e tudo se torna normal e redentor.

– Compostagem: 

Nós temos a sorte de morar no campo, ter uma hortinha, e a compostagem fazer imenso jeito diariamente. Mas há quem, mesmo morando na cidade, consiga guardar as suas cascas, e restos de vegetais num recipiente fechado e ao fim de semana ir dar a uma quinta. Esta medida depende da vontade e tempo de cada um, mas que faz sentir bem, devolver o que consumimos à terra e com isso construir terra nova, sabe.

Na nossa família ainda nos falta saber lidar com algumas coisas:

– Acabar com as embalagens de shampoos e detergentes que já tínhamos e comprar nozes de saponaria para higiene ou vinagre e bicarbonato de sódio para limpezas. Mas esse ainda é um mundo novo para mim e nessa altura conto mais.

Mas ainda relacionado com o plástico, pensando directamente no planeta, cá em casa também não se come carne (a indústria mais poluidora do ambiente) e usamos veículos mais sustentáveis e aprendemos a respeitar e amar a Natureza como a nossa casa.

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Parece difícil?
E é! Os primeiros 2 meses. E depois tudo se torna natural.

Mas é garantido, que sentirmos que fazemos parte de uma missão maior é de tal forma gratificante, que supera tudo.

E vocês, que outras formas de ajudar o planeta, usam na vossa vida?
Por aqui gostamos de aprender e crescer.

Que plantemos amor!