Porquê este Blog?

Bem-vindos todos os que vieram espreitar.

Esta será a minha caixa de correio.
Aqui encontrarão cartas, ou pedaços delas. Cartas a um presente e a um futuro, forjadas pela paixão da escrita e da partilha.

Já fui (e muitas ainda sou) pintora, agricultora, trolha, artesã, vendedora de pipocas num cinema, decoradora, gestora, empresária, tutora…
Conhecem-me sobretudo como cantora.

Mas aqui, aqui vou ser Mãe (o meu maior dom e responsabilidade).
Uma mãe sem palco, sem encenações, sem ensaios e às vezes sem luzes.
Uma mae, mulher e cidadã muito atenta ao mundo real. Porque é esse mundo, bom e mau, que vou deixar aos meus filhos. E são os meus filhos, bons ou maus, o que vou deixar ao mundo.

Quando fui mãe apercebi-me que não bastava amar e estabelecer regras e limites.  Talvez me tenha apercebido que amar não tem regras nem limites. É infinito, assustador, maravilhoso e preocupante.
Apercebi-me que tinha nas mãos os dois maiores desafios de todos:
– duas crianças a quem encaminhar no desejo de que se tornem adultos com empatia e respeito pelos outros. 
– um mundo inteiro para preservar, cuidar e melhorar para deixar a estas crianças.

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Foto: António Dias

Por aqui vou partilhar essas cartas que faço para eles, para mim mesma e para quem tem paciência em me ler, e que me regem na imprevisibilidade que é a própria vida.

Não contem com vidas glamourosas, roupas e cremes de marca ou brinquedos da moda.

Aqui tenta-se aprender a viver com maior simplicidade de objectos, para dar maior valor aos sentimentos.

Aqui tenta-se aprender a cuidar da Terra. Da que nos acolhe, da que nós trabalhamos na horta, da que fazemos parte enquanto humanidade, tentando protegê-la da poluição e das histórias de conflitos.

Aqui tentamos aprender a cuidar da saúde, comendo saudavel e éticamente, e quando necessário, usando métodos naturais de cura.

Aqui tentamos aprender a cuidar da mente, praticando uma educação assente no respeito mútuo entre pais e filhos, na descoberta e aceitação de todos os sentimentos que nos atravessam e procurando lidar com eles de maneira consciente.

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Foto: Liana

Seguimos, por os achar correctos, alguns movimentos como:

Vegetarianismo (Vegan) – tipo de alimentação, cientificamente provado como saudável, e estilo de vida que exclui qualquer uso de animais.

Desperdício Zero (Zero Waste) – estilo de vida com preocupação pelo ambiente, assente nos princípios de reduzir, reutilizar e reciclar

Medicinas Alternativas – a cura e a prevenção pela alimentação, homeopatia e acupunctura, deixando os químicos apenas para quando eles são mesmo necessários.

Parentalidade Consciente (Mindful Parenting) – estilo de parentalidade que se baseia no amor como base para a criança e pais alcançarem juntos uma auto-estima saudável, respeito e empatia, autenticidade, integridade e responsabilidade pessoal.

Desescolarização (Unschooling) – estilo de aprendizagem, em que a criança não  frequenta o modelo de escola industrial e que se baseia na motivação e interesses individuais e únicos da criança para adquirir as competências necessárias à vida adulta

Minimalismo – estilo de vida que rejeita o consumismo desenfreado e que tenta reduzir as necessidades de objectos, concentrando-se naquilo que torna a vida mais feliz.

Fazemos todos estes movimentos à nossa maneira, da forma que se adapta a cada membro da nossa família.  E crescemos todos, com a sensação de que uma consciência mais tranquila é, por oposição, o sentimento menos simplista que temos. Pois a consciencia tranquila é um sentimento que nos deixa gigantes.

Maior que esse, só mesmo o amor constante e sereno que tentamos semear, plantar e fazer crescer entre nós e em nosso redor.  Por aqui, partilharei essas sementes, com o desejo de que, se vos fizer sentido, consigam fazer crescer algumas, entre vós.

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Foto: António Dias

 

Obrigada por receberem as minhas cartas.

Podem sempre escrever-me as vossas cartas (opiniões, ideias, dúvidas…) para o email
plantaramorblog@gmail.com

Plantemos amor.