ambiente

No início da pandemia, deparei-me com as redes sociais inundadas de mães aflitas.
As escolas encerravam e as mães pediam ajuda porque “não sabiam o que fazer com os filhos todos os dias em casa”.
No “suposto fim” da pandemia, deparo-me com inúmeras publicações de mães desesperadas por despacharem os filhos para algum lado. Porque “já não os aguentam”, porque “precisam urgentemente da sua individualidade e da sua vida de volta”.

E eu vejo isto e ando angustiada…
Ando eu a pregar às pessoas que se preocupem com os seus idosos, ando eu a sensibilizar à preocupação com os animais… e afinal há mães, de famílias supostamente bem estruturadas, influencers com milhares de seguidores nas redes sociais, que não aguentam sequer estar com os próprios filhos 1 mês e meio, em casa.

Será só a mim, que esta realidade estranha, distorcida e potencialmente perigosa atinge o coração de tristeza?

Sou mãe a tempo inteiro, apesar de também trabalhar quase diariamente no meu alojamento local, apesar de fazer ensaios e concertos, dar workshops e trabalhar na agricultura e manutenção da quinta.

Mas salvo muito raras excepções, os meus filhos estão comigo, quase sempre.
E tal como as mães que se queixam nas redes, tenho dias em que já não os posso ver à frente.
Ser mãe é o trabalho mais difícil da minha vida!
Tenho dias de gritos, tenho dias de casa num caos, tenho dias de más refeições feitas à pressa, dias de birras que me parecem ridículas e extenuantes, tenho dias de cansaço extremo, e dias de ser má mãe!

Mas não tenho um único dia em que queira a minha vida de volta.
Aliás, não sei o que é querer ter a vida de volta. Esta é a minha vida! Escolhi ser mãe!

Se virmos as coisas pela matemática, o desejo de liberdade na maternidade é irónico, no mínimo.
Vivemos uma média de 80 anos.
Os nossos filhos vivem connosco cerca de 20 anos.
Mais concretamente, realmente dependentes de nós, vivem 10 anos. Mas façamos a média nos 15.
Se considerarmos que também nós não fomos independentes durante os nossos primeiros 15 anos, sobram 50 anos.
Significa que temos cerca de 50 (CINQUENTA) anos para viver “la vida loca” sem a dependência dos filhos.

Não chega????

Precisamos de hipotecar os  primeiros 10 anos deles, a empandeirá-los para as creches, para as escolas, para os ATLs, para as actividades extracurriculares, para as babysitters, para os avós, porque… precisamos desesperadamente da nossa liberdade?

1 mês e meio com os filhos em casa …

Estamos no meio de uma pandemia, em que o mundo inteiro parou de medo, e pelos vistos, nem isso é motivo suficiente para amarmos mais os nossos filhos e querermos tê-los junto a nós (aceitando que a maternidade é difícil!).

Caramba, como me aflige esta sociedade…

E não posso deixar de descobrir a enorme diferença que há entre ter filhos, e ser Mãe.

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“Vamos todos ficar bem.”
Penso que não há frase que me irrite mais neste momento…

Também me irrita a de que temos todos de estar em pânico, e que é crime “romantizar” o vírus.

Talvez eu esteja algures no meio termo.

Sei, que não vamos “todos” ficar bem, nem vai “tudo” ficar bem.
Há morte, traumas, stress e dores profundas a rodear-nos por todo o lado, que estarão lá para serem sarados, muito depois de nos deixarem sair à rua.

Por outro lado sei, que este momento, é o tempo certo para ter esperança, para idealizar um futuro comum, mesmo quando só temos dúvidas sobre os nossos futuros individuais.

Estou em isolamento há mais de um mês.
Apesar da incerteza dos nossos trabalhos futuros, estamos de certa forma tranquilos nas nossas tarefas na quinta e nas brincadeiras e ensino aos nossos filhos.

Mas estar “bem” não me impede de entender que o medo, a morte e a dor rodeiam o meu mundo. E a isso não posso ficar indiferente.

1 – Não vamos todos ficar bem! Dizer o contrário é negar a realidade que nos atingiu, e permitir que após o pânico, voltemos de imediato à nossa vida superficial e indiferente à vida do outro.

2 – Por outro lado, podemos e devemos ficar melhores do que fomos até agora. Saradas as inúmeras feridas que resultarem destes tempos, podemos assumir o controlo de tudo o que tem falhado na forma como conduzimos, e conduzem, as nossas vidas. E isso é possível!

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Debruço-me então sobre ambas as premissas.

Não vamos “todos” ficar bem quando há pessoas a morrer sozinhas sem o último abraço dos seus filhos, quando há crianças internadas que não podem ver os pais, sem entender sequer o porquê, quando o isolamento de alguns é feito em pânico e solidão, gerando traumas, stress e ansiedades que não se resolvem no dia em que isto acalmar.
Não vamos ficar “todos” bem, quando há médicos e enfermeiros e polícias e bombeiros a abdicar voluntária e conscientemente das suas famílias por tempos indeterminados, em meio de mágoas e medos profundos.
Quando há pessoas sem dinheiro para as compras básicas, porque perderam o emprego, sem previsão de quando voltarão a obter novos recursos.
Quando há vítimas de violência doméstica, mulheres, homens e crianças que estão neste momento ainda mais vulneráveis.

Quando há países ainda menos preparados que nós, ainda com menos recursos onde a fome já existe e a pandemia vai ser só o acelerar e aumentar de mortes já encomendadas.
Quando se avizinha uma crise económica de proporções épicas que levarão milhões à miséria.

Se entendemos todos que é difícil estarmos fechados sem poder abraçar os nossos e com menos comida que o habitual, é impensável imaginar o que fará um isolamento forçado no meio de famílias desestruturadas ou de comunidades miseráveis.

Não, não vamos todos ficar bem.
Dizê-lo e pensá-lo é, quando isto acalmar e depois dos primeiros abraços (que alguma coisas do que é importante havemos de ter entendido), ir a correr para os centros comerciais comprar coisas supérfluas, e para os longos dias de trabalho longe dos filhos e para as 10 actividades extra-curriculares para fazer miúdos com “curriculum”… mas sem amor.

É importante pensar no amanhã. É importante pensar que batemos no fundo.
É importantíssimo entender para onde queremos ir!

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O vírus Covid 19, e isto não é romantizar (!), deu-nos a oportunidade do começar quase do zero. Podia ter sido qualquer outra tragédia, mas escolheu-se esta e nesta, tudo o que não podia acontecer, aconteceu.
Tudo o que era impensável, fez-se.
Os aeroportos fecharam, grandes fábricas fecharam, compraram-se só as coisas que realmente fazem falta, as pessoas voltaram para casa e para os seus, os pais descobriram os filhos (muitos pela primeira vez), trabalhou-se a partir de casa, estudou-se a brincar, alterou-se o sentido das profissões importantes. Inverteu-se a relevância do estatuto, porque se é importante, e é, o médico, também o é o auxiliar, ou o operador de caixa do supermercado ou o colector do lixo.

Percebeu-se que a economia, e os temíveis mercados e juros e bolsas, não podem ser superiores à vida e à sobrevivência.

Percebeu-se que os investimentos deveriam ser na Saúde e não nos bancos.
E que a banca, nunca será humana com as nossas necessidades, e só por obrigação estatal nos dão alguma folga da sua ambição faminta.

Precisamos de mudar!

Ao longo destas semanas ter-nos-emos com certeza, irritado com os nossos filhos, cansado com os nossos filhos, mas estou segura de que, salvo algumas excepções de pais, teremos aprendido que é maravilhoso estar mais tempo com eles, que há tanto da sua personalidade que afinal não conhecíamos e que o amor cresce com a proximidade.

Ao longo destas semanas, teremos reparado que afinal não era urgente comprar as coisas supérfluas de que não necessitamos e que a prioridade afinal são as coisas básicas que nos dão conforto real.
Teremos entendido que o consumismo desenfreado, leva ao capitalismo selvagem?
(não nos esqueçamos das pessoas, quer em Sintra, ou na América a vender máscaras e alimentos em leiloes exorbitantes a quem der mais, sem qualquer sentido de compaixão nem entreajuda). É esse o ideal do capitalismo que ajudámos a fundar. É esse o tipo de sociedade que queremos continuar a ter?

E as saudades de um passeio por entre as árvores, de molhar os pés à beira mar, de ouvir os pássaros, de ver uma flor? Será agora que vamos valorizar o papel da Natureza nas nossas vidas? Será agora que optamos por ter espaço e tempo na nossa vida para fortalecer essa ligação?

Este vírus, e isto não é romantizar (!) mostrou-nos de uma forma muito mais suave o que nos espera se continuarmos a destruir o planeta.

Falando em vírus, o degelo das calotas polares, liberta vírus de animais mortos e congelados há milhares de anos, que não sabemos sequer o que são, nem como os combater (já aconteceu na Russia).

O aquecimento global provoca secas profundas. A agricultura tornar-se-á quase impossível. Irá existir escassez de alimentos a um nível extremo.

Recordam-se o que foi ir ao supermercado e encontrar prateleiras vazias? É esse o mundo que nos espera.

Com as secas vêm mais fogos, como já todos começámos a experienciar. Como vimos na Austrália, pessoas morrem, hospitais sobrelotados, supermercados vazios.

Com as secas, quando chover, a terra não absorverá a água, e aparecerão as cheias. Lembram-se de acontecer no Brasil? Pessoas morrem, hospitais sobrelotados, agricultura acaba, pessoas à fome.

Com as cheias, esgotos ficam ao ar livre, lixo e químicos são espalhados pelas águas ao longo das cidades.
Resultado? Bactérias, vírus! Tão maus ou piores que o Covid 19.
Hospitais sobrelotados, pessoas a morrer, escassez de alimentos e água potável para a população.

Não é um filme de ficção!

Imaginem o que teriam sentido se eu vos dissesse que o mundo ia parar à conta de um, um só, vírus desconhecido? Decerto achariam uma ficção?

E no entanto, os cientistas, avisaram várias vezes para que, um dia haveria de existir um vírus que causava uma pandemia e o mundo não estava preparado. Deram dicas e planos de trabalho.
O último encontro a nível mundial da OMS para discutir este aviso, foi em Novembro de 2019.
Juntaram-se grandes empresários e representantes de líderes mundiais para preparação para uma possível pandemia.

Preparámo-nos?
Estamos todos a sentir que não!

Cientistas estão a avisar há anos para os desastres decorrentes do aquecimento global.

Preparamo-nos?

O Covid 19, com toda a dor, e paragem do mundo e das pessoas, que dele decorreu, é uma brincadeira de crianças comparado com os que os cientistas avisam que aí vem.

Imaginem fogos, tsunamis, cheias e vírus perigosos e desconhecidos, a acontecer ao mesmo tempo em vários pontos do país e do globo.
Pessoas a morrer, hospitais sobrelotados, fome e doença sem precedentes.

Preparamo-nos?

Os líderes mundiais, nunca o quiseram fazer.
A economia! A economia não pode parar.

Mas parou…

Então este vírus e isto não é romantizar (!) está a dar-nos a hipótese de termos um vislumbre do que poderá ser a nossa vida e a vida dos nossos filhos se não agirmos.

Com o Covid 19, pela primeira vez, olhámos para os nossos vizinhos e preocupámo-nos com eles.
Pela primeira vez, organizámo-nos em pequenas comunidades para ajudarmos os mais vulneráveis.

Pela primeira vez, passámos tempo com os nossos filhos sem entregar a sua vida e educação a outros, 11 meses por ano.

Pela primeira vez, percebemos que podíamos trabalhar de uma outra forma, sem perder horas de vida no transito.

Pela primeira vez, compreendemos o que era realmente importante comprar e ter.
As coisas básicas.

Quando isto acalmar, vão dizer-nos que temos de trabalhar ainda mais para recuperar a economia perdida.
Vão dizer-nos que não poderão existir medidas ecológicas, para recuperar a economia perdida.

Queremos mesmo perder os vizinhos que agora conhecemos? Querermos mesmo voltar a perder os filhos que agora conhecemos? Queremos mesmo perder o nosso tempo de vida em filas de trânsito e trabalho a mais? Para quê? Para recuperar a economia e podermos compensar as nossas frustrações comprando coisas que já compreendemos que não nos fazem falta?

Este é o tempo de mudar! Nunca tivemos uma maior oportunidade.
É o tempo de, mesmo na incerteza dos nossos futuros individuais, delinearmos um futuro comum.

É tempo de cuidarmos da nossa saúde, recusando os alimentos nefastos cheios de açúcar e gordura e pesticidas, e exigir que parem os subsídios estatais a estes alimentos, tornando pelo contrário os alimentos saudáveis os mais acessíveis.

As grandes pandemias do último século foram causadas pela passagem de vírus de animais para pessoas. À custa de um desejo de carne, animais enjaulados, criados em condições críticas sanitárias e de espaço, um pouco por todo o mundo, causaram pandemias como a Sars (porcos), a Covid 19 (morcegos ou pangolins), a gripe suína na America, a gripe aviária (aves), doença das vacas loucas em Inglaterra, ou mesmo o HIV que teve origem em carne de chimpazé comida por humanos em África.

Pergunto, para além dos antibióticos injectados na carne, que ingerimos diariamente, e que debilitam o nosso sistema imunitário, há ainda este risco real de pandemias, valerá a pena?

O Covid 19, mata sobretudo (mas não só, não nos iludamos) as pessoas mais vulneráveis, com outras doenças como diabetes, insuficiência cardíaca, doenças respiratórias como asmas ou renites, hipertensão.
A maioria destas doenças tem origem na alimentação.

É tempo de exigirmos tratar a origem, não isolar o problema.

É tempo de cuidarmos da nossa educação, não deixando que as redes sociais e o voyeurismo da comunicação social nos mine com desinformação e manobras de diversão que nos afastam dos verdadeiros problemas.

É tempo de cuidar do planeta.
Simples assim. Porque se não cuidarmos, o cenário será muito pior do que agora.

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Eu não sinto o isolamento da mesma forma que muitos. Os meus filhos sempre estiveram em casa, não andavam na creche, pelo que nada é novo na nossa relação. Temos uma horta e muita Natureza à nossa volta. Resultado de uma longa procura e de muito, mesmo muito trabalho de recuperação ao longo dos anos. A minha pequena quintinha custou substancialmente menos do que um apartamento em Lisboa. Mas por estes dias é um enorme tesouro. Para mim, sempre o foi.

Mas se repararam, durante este texto, não disse uma única vez, quando esta crise acabar. Disse acalmar. É que não vai acabar.
Tal como nasceram novas medidas de vida após o 11 de Setembro, novas formas de controlo do ser humano irão nascer após esta pandemia.

Por ora são necessárias e acato-as, respeito-as e digo a todos pra as cumprir, sem segundos pensamentos.
Mas queremos mesmo que o distanciamento social, a falta de liberdade e escolhas façam parte do nosso futuro?

Temos dois caminhos quando esta crise acalmar.

Continuarmos a seguir o que nos dizem ser certo, com destino ao domínio, à separação e ao isolamento (sendo que há varias formas de isolamento).

Ou aproveitarmos esta possibilidade única de renascer, para assumirmos poder nas nossas vidas, com base na união, no renascimento de comunidades, no restauro de ligações perdidas, com a nossa família, com os nossos amigos, com a Terra.

Temos a possibilidade de voltar a viver como já há muito não fazíamos.

Qual será a nossa escolha?

Conquanto eu já conheço meio mundo, em família ainda se fizeram poucas viagens para fora.

Estas foram umas férias muito desejadas. Mas não foram umas “simples” férias na neve.
Cumprindo um desígnio de os levar a ver as maravilhas da natureza que podem vir a desaparecer quando os meus filhos forem adultos, esta foi a nossa primeira aventura.
Houve uma preparacao cuidadosa para irmos ver um glaciar.
Com as alterações climáticas, os glaciares dos Alpes estão a derreter de tal forma rápida que os vários países desta cordilheira estão a aplicar medidas científicas para que o desaparecimento dos glaciares seja adiado o mais tempo possível.
Os glaciares são importantíssimos para os ecossistemas sociais e económicos das zonas em que estão inseridos e para os ecossistemas naturais de todo o planeta.
Infelizmente, somos nós humanos e a nossa sede de consumismo, que estamos a acelerar o seu desaparecimento.

A caminho então:

 

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Quando cheguei ao cimo da montanha e pude ver este glaciar, foi um momento extremamente emotivo para mim. Confesso que as lágrimas caiam dos meus olhos.
Saberei explicar?
Sentir que talvez os meus filhos em adultos já não possam ver este fenómeno natural…
Sentir que o equilíbrio das nossas existências estava ali representado à minha frente, na forma de um rio de gelo em fim do seu tempo.

É certo que vivo num vale, que talvez já tenha sido um glaciar. É certo que o planeta tem estes ciclos e mudanças naturais.

Mas também é certo que estejamos a alterá-los de forma tão rápida, que nós, humanos, deixemos de ter lugar para existir.
Porque a Natureza, de uma forma ou outra saberá adaptar-se. Nós, tão frágeis na nossa ridícula omnipotência, não o conseguiremos.

Há um silêncio incrível no cimo de uma montanha de neve. Uma paz forte e poderosa. Mas em mim, existe um grito de alerta. É preciso salvar a Terra. É preciso salvar-mo-nos.

Uma grande solução para não poluir o ambiente é usar fraldas reutilizáveis.
Segundo um estudo da Quercus cada bebé usa por mês uma média de 250 fraldas descartáveis durante 2 a 3 anos. Ou seja, cerca de 9000 fraldas em 3 anos.

Agora pensemos bem. Cada fralda, atenção, cada fralda, demora entre 500 a 600 anos a decompôr-se.
Ora, convenhamos, que é no mínimo muito estranho uma fralda com os nossos dejectos  de bebé ainda andar cá quando até os nossos trinetos já tiverem morrido… Mas pior ainda, é o mal que faz ao nosso planeta, ao nosso corpo com os seus inúmeros químicos e claro, por consequência, à nossa existência!

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Por isso, nós por aqui usámos fraldas reutilizáveis. Para proteger o ambiente, a pele dos bebés e a nossa bolsa!

Lá mais para baixo, dou umas dicas de fraldas para comprar, mas a aventura começou comigo a fazer fraldas durante a gravidez, a partir de pijamas velhos e velhas toalhas turcas 🙂

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A minha obra prima 🙂 :img_7747.jpgTambém optámos pelas Toalhitas reutilizáveis

As toalhitas e a forma inconsciente como as usamos a torto e a direito, são um dos maiores poluentes caseiros que fazemos.
Mais do que isso, a Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebés sejam limpos com tecido ao invés de com toalhitas descartáveis impregnadas de químicos agressivos, muitas vezes alguns considerados como potencialmente cancerígenos.
Portanto, continuámos com o tecido para proteger os rabinhos das assaduras.
Isto são algumas das toalhitas, também reaproveitadas dos velhos pijamas e toalhas. A limpeza era com água com umas gotinhas de óleo de amêndoas doces.
O mais natural possível para a pele dos nossos gémeos. Passados 3 anos ainda as uso.

O mesmo serve para lenços para assoar o nariz. O nariz nunca fica assado e o nosso futuro e o ambiente agradecem.

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Agora vamos a preços:

O investimento inicial das fraldas reutilizáveis, parece ser mais elevado do que os das fraldas descartáveis.  Cerca de 500€, o que é o equivalente a meio ano de fraldas descartáveis. Mas, atenção, com uns ajustes ou outros, ocasionais, é um investimento até ao desfralde do bebé (+- 3 anos). Conquanto as fraldas descartáveis, com todos os males para o ambiente e para a pele, em 3 anos terão um custo aproximado de 3000 euros… Posto desta forma…
No entanto pode-se sempre contornar a questão de um investimento inicial elevado através das seguintes maneiras:
– pedir à família e amigos para darem uma ou duas fraldas cada um, no chá de bebé ou na visita à maternidade. Cada fralda nova custa no máximo cerca de 20€ cada uma, as mais caras.
– Pode-se comprar em 2ª mão. Esta é uma vantagem das fraldas reutilizáveis. Bem desinfectadas podem ser usadas num irmão mais novo que venha para aí, ou num sobrinho que esteja a chegar. E nesse caso, o investimento passa ainda a ter um valor mais reduzido pois serviu para duas ou mais crianças.
Há grupos no facebook, por exemplo, que vendem as fraldinhas em 2ª mão, em excelente estado, por metade do seu preço original.

É muito importante, juntarem-se a grupos virtuais e ver as criticas às várias marcas de fraldas. Há umas que são de facto muito más e dão muitas fugas. Vale a pena perder uns dias a pesquisar bem, para minimizar os riscos do investimento e a eficácia do uso. Afinal, também percorremos várias lojas em busca dos melhores sapatos e neste caso, é algo que vai durar e ser usado intensivamente durante 3 anos…

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A experiência cá por casa:

Practicidade –  Nós usámos a grande parte do tempo e tínhamos, claro, 2 crianças em fraldas ao mesmo tempo. Não acho que haja necessidade de irmos além das nossas capacidades para fazer nada, por isso houve alturas em que as fraldas reutilizáveis não eram a solução ideal. As descartáveis são indubitavelmente mais práticas e não requerem qualquer trabalho. Por isso, de vez em quando aproveitei os seus benefícios. Mas como em consciência sabia que isso não era o correcto, rapidamente ajustava melhor os absorventes, os tamanhos, para que não houvesse fugas, e lá iamos nós, de consciência tranquila e experiência tranquila com as reutilizáveis.

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Pele – A nível da pele, posso dizer que em 3 anos os nossos miúdos ficaram com a pele “assada” 3 ou 4 vezes e só nessas alturas específicas usaram aqueles cremes cheios de químicos. (O facto de dizerem aos pais para usar esses cremes todos os dias na pele ultra sensível e influenciável dos bebés, ultrapassa-me por completo). Compensa bastante usar pano, agua e um creme natural!

Visual – Em termos de visual não havia dúvida, os nossos putos ficavam mesmo giros com estas fraldinhas!

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Resiste-se?…

Então, vou dar-vos um apanhado das opções que andam por aí, para depois poderem pesquisar a vosso gosto.

a) Pré-dobradas que podem ser mais elaboradas com absorventes por dentro, como estas da foto, ou podem ser as velhinhas musselinas usadas pelas nossas mães.

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Usam-se sobretudo de noite por serem mais absorventes. Estas são feitas de bambu ou cânhamo – materiais excelentes para a pele dos bebés.

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Por cima aplicam-se as capas impermeáveis, que fazem com que não haja fugas.

c) Fraldas de bolso
já muito parecidas com as descartáveis (só é preciso tirar o absorvente de dentro para lavar).
E MUITO mais fofinhas do que as descartáveis 🙂

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d) as AIO
As AIO são tal e qual as descartáveis, só que no fim, em vez de ir para o lixo, lavam-se e reutilizam-se.

Ajudas extra:
Para colocar na fralda (serão a primeira camada junto à pele do bebé):
Fleeces –  os polares, podem comprar ou fazer como eu, que recortei de uma manta de 3 euros e que cumprem 2 funções:
– deitar mais facilmente os cocós para a sanita
– manter a pele do bebé mais seca
Liners – Toalhitas secas de papel biodegradável que se podem colocar directamente na sanita como o papel higiénico.
Servem para o mesmo que os fleeces, uma maior facilidade na remoção das necessidades sólidas.

Os ganchinhos chamam-se snappies e substituem os antigos alfinetes 🙂

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Como se lavam?
Como a roupa!! Na máquina!! Depois de deitar os cocós fora (o que os fleeces e liners tornam mais fácil), podem colocar-se num caixote à parte com um pouco de óleo de Tea Tree (desinfectante natural e inibidor de cheiros) até acumularem suficientes para a lavagem. Depois lavam-se com o detergente normal, sem amaciador, e alguns detergentes ecológicos especiais que ajudam bastante na limpeza, são baratos e duram imenso.

Para mais informações procurem por exemplo o grupo do facebook Fraldas Reutilizáveis onde vão encontrar muita ajuda.

Pelo bem do ambiente, do nosso futuro, dos bebés sem químicos e da nossa economia, experimentem!

Finalmente consigo responder às perguntas que me têm enviado-
Que alimentos devemos tomar para nos fortalecermos?

Aqui ficam as soluções da nossa família.
Cá por casa, a saúde respeita-se.

1- Em primeiro lugar, não comemos carne, nem peixe, nem lacticínios o que já nos deixa de fora de uma boa dose de químicos e antibióticos.

2 – Depois tentamos comprar coisas biológicas, sempre que possível, e o que não é possível, lavamos muito bem.
Uma solução de sal e água (1 para 9) parece ser extremamente eficaz na redução de químicos nos vegetais e fruta.
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3 – Depois apostamos na prevenção.
Mexer na terra e apanhar as bactérias boas (esquecidas no nosso mundo sobrehigienizado) e andar ao ar livre. Muito, muito, muito. (Chuvinha miudinha e saltos nas poças incluídos)

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4 – Usar alguns alimentos que ajudam a fortalecer e imunizar o nosso sistema.
Assim, quando chega o Outono, por aqui, para evitar as vacinas anti-gripe, começo logo a colocar curcuma e gengibre na comida.
No entanto, este ano, tenho um aliado novo.
Há um produto biológico, de ingredientes naturais, que engloba uma série de anti-inflamatórios naturais.
Chama-se Golden Milk e tem curcuma, canela, pimenta e gengibre e é só pôr uma colherzinha no leite e “já está”, como dizem os meus filhos. Temos bebido todas as manhãs. O meu, numa caneca muito especial, pintada pela minha avó…
E neste dia o leite era de avelãs. Caseiro.

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Também apostamos no alho, cacau (sem açúcar), tomilho, aipo…
São muitos os alimentos com propriedades anti-inflamatórias.

5 – No entanto, de vez em quando, lá acontece, o nariz começa a pingar, às vezes a garganta a doer. Nessa altura passamos ao chá em doses industriais.
Limão, gengibre, cravinho e canela.
Mais uns vapores e lavagens do nariz e com os miúdos resulta quase sempre e a mim ajuda-me imenso.

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6 – Se mesmo, assim, os sintomas não passarem, é tempo de agir. Com anti-inflamatórios?
Não, ainda não.
Aqui passamos às bolinhas da homeopatia com o Dr. Nuno Oliveira.
Ou à acupunctura com a Dra. Joana Teixeira.

Só depois passaríamos aos químicos…
Mas a verdade, é que os meus miúdos, pés sempre descalços, pouco agasalhados, sempre destapados a dormir, há quase 2 anos que não tomam um anti-inflamatório. E muito menos um antibiótico.

Por aqui resulta e eu sinto-me realmente feliz e orgulhosa.
Como nada disto tem efeitos adversos como os dos medicamentos, que tal tentarem também?

Contem-nos as vossas mezinhas!
E plantemos amor.

Cá estamos

Hoje resolvi fazer as tabelas que me fizeram muita falta em todo o meu processo de mudança de alimentação, e que espero que ajudem a descomplicar o vosso processo dos primeiros tempos.
Estas tabelas e dicas, são todas baseadas nos Manuais da Direcção Geral de Saúde, nas dicas das nossas nutricionistas e na nossa própria experiência familiar.
No entanto (!) não invalidam a vossa própria visita a um nutricionista informado, sobretudo  se estivermos a alterar a alimentação de crianças (!).

A maioria da população ocidental tem uma alimentação inadequada (associado a um estilo de vida de stress), o que tem resultado na proliferação de tantas doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, obesidade, esgotamentos, depressões…

A alimentação vegetariana bem planeada é muito mais saudável para o nosso corpo, para a nossa consciência e sustentável para o Planeta.

Por vezes parece difícil acertar com as combinações. Este é o meu descomplicómetro 🙂
sempre atento a novas informações da comunidade cientifica e portanto em possibilidade de mudança.
Todos os documentos estão disponíveis em PDF para impressão e acesso a links, no fim da publicação.

Para começar o dia:

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Para os almoços e jantares:

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Muito importante – os complementos necessários para obtermos todos os nutrientes:

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Lista dos Alimentos de Origem Vegetal que nos providenciam as vitaminas, minerais e oligoelementos necessários à nossa saúde.
Às vezes dá jeito saber:

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Algumas dicas extra, que fazem falta:

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E por fim, endereços úteis para receitas e muito mais informação nutricional:

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Para ver com melhor qualidade, aceder a links e imprimir para a porta do frigorifico :), cliquem aqui:

Pequenos Almoços, Lanche e Snacks

Almoços e Jantares

Complementos Necessários a Alimentação Vegetariana Saudável F

TABELA DE VITAMINAS

Endereços Úteis

Espero ter ajudado.
Que continuemos a plantar amor.

 

Hoje é dia do Ambiente e pela manhã deparei-me com esta notícia nos jornais:

“Uma dieta vegan, é provavelmente o melhor caminho para reduzir o nosso impacto no planeta”  Joseph Poore, University of Oxford, UK

” Dada a crise global da obesidade, mudar a dieta, tem o potencial de nos tornar a nós, e ao planeta, mais saudáveis ”. Prof Tim Benton, at the University of Leeds, UK

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O novo estudo, publicado na revista Science, é uma das análises mais abrangentes até à data e revela que retirar a carne e os lacticínios da dieta podia reduzir a pegada de carbono de um indivíduo até 73%. Reduziria também a área mundial cultivada em 75% e ainda assim alimentaria o mundo inteiro.

“Realmente são os produtos animais que são os maiores responsáveis (pela extinção das espécies e poluição do planeta). Evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito melhores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis, e é muito maior do que evitar as viagens ou comprar um carro elétrico”

A pesquisa da equipa de Joseph Poore é o resultado de um projeto de cinco anos de duração, que inicialmente começou como uma investigação sobre a produção sustentável de carne e laticínios.

O cientista parou de comer produtos de origem animal após o primeiro ano de estudo…

Por aqui não comemos carne, nem peixe, nem lacticínios, nem ovos. Nada de origem animal. Eu sou vegetariana há 18 anos e vegan há 2, o marido há 6 anos e os meninos desde a gestação.

E estamos saudáveis e de consciência tranquila. Pelos animais e pela nossa casa – o planeta Terra.

Nas próximas publicações, irei compor algumas tabelas que vos ajudarão a compôr as vossas refeições vegetarianas de forma saudável.
Para bom apetite e boa consciência.

Espero que vos inspirem na vossa jornada pela defesa do ambiente!

Aconselho ainda que vejam o documentário Cowspiracy, para mais informações, e que se deliciem a encontrar receitas e muita, muita informação nutricional no blog Universo dos Alimentos.

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Que continuemos a Plantar Amor

Liana