ambiente

Uma grande solução para não poluir o ambiente é usar fraldas reutilizáveis.
Segundo um estudo da Quercus cada bebé usa por mês uma média de 250 fraldas descartáveis durante 2 a 3 anos. Ou seja, cerca de 9000 fraldas em 3 anos.

Agora pensemos bem. Cada fralda, atenção, cada fralda, demora entre 500 a 600 anos a decompôr-se.
Ora, convenhamos, que é no mínimo muito estranho uma fralda com os nossos dejectos  de bebé ainda andar cá quando até os nossos trinetos já tiverem morrido… Mas pior ainda, é o mal que faz ao nosso planeta, ao nosso corpo com os seus inúmeros químicos e claro, por consequência, à nossa existência!

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Por isso, nós por aqui usámos fraldas reutilizáveis. Para proteger o ambiente, a pele dos bebés e a nossa bolsa!

Lá mais para baixo, dou umas dicas de fraldas para comprar, mas a aventura começou comigo a fazer fraldas durante a gravidez, a partir de pijamas velhos e velhas toalhas turcas 🙂

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A minha obra prima 🙂 :img_7747.jpgTambém optámos pelas Toalhitas reutilizáveis

As toalhitas e a forma inconsciente como as usamos a torto e a direito, são um dos maiores poluentes caseiros que fazemos.
Mais do que isso, a Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebés sejam limpos com tecido ao invés de com toalhitas descartáveis impregnadas de químicos agressivos, muitas vezes alguns considerados como potencialmente cancerígenos.
Portanto, continuámos com o tecido para proteger os rabinhos das assaduras.
Isto são algumas das toalhitas, também reaproveitadas dos velhos pijamas e toalhas. A limpeza era com água com umas gotinhas de óleo de amêndoas doces.
O mais natural possível para a pele dos nossos gémeos. Passados 3 anos ainda as uso.

O mesmo serve para lenços para assoar o nariz. O nariz nunca fica assado e o nosso futuro e o ambiente agradecem.

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Agora vamos a preços:

O investimento inicial das fraldas reutilizáveis, parece ser mais elevado do que os das fraldas descartáveis.  Cerca de 500€, o que é o equivalente a meio ano de fraldas descartáveis. Mas, atenção, com uns ajustes ou outros, ocasionais, é um investimento até ao desfralde do bebé (+- 3 anos). Conquanto as fraldas descartáveis, com todos os males para o ambiente e para a pele, em 3 anos terão um custo aproximado de 3000 euros… Posto desta forma…
No entanto pode-se sempre contornar a questão de um investimento inicial elevado através das seguintes maneiras:
– pedir à família e amigos para darem uma ou duas fraldas cada um, no chá de bebé ou na visita à maternidade. Cada fralda nova custa no máximo cerca de 20€ cada uma, as mais caras.
– Pode-se comprar em 2ª mão. Esta é uma vantagem das fraldas reutilizáveis. Bem desinfectadas podem ser usadas num irmão mais novo que venha para aí, ou num sobrinho que esteja a chegar. E nesse caso, o investimento passa ainda a ter um valor mais reduzido pois serviu para duas ou mais crianças.
Há grupos no facebook, por exemplo, que vendem as fraldinhas em 2ª mão, em excelente estado, por metade do seu preço original.

É muito importante, juntarem-se a grupos virtuais e ver as criticas às várias marcas de fraldas. Há umas que são de facto muito más e dão muitas fugas. Vale a pena perder uns dias a pesquisar bem, para minimizar os riscos do investimento e a eficácia do uso. Afinal, também percorremos várias lojas em busca dos melhores sapatos e neste caso, é algo que vai durar e ser usado intensivamente durante 3 anos…

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A experiência cá por casa:

Practicidade –  Nós usámos a grande parte do tempo e tínhamos, claro, 2 crianças em fraldas ao mesmo tempo. Não acho que haja necessidade de irmos além das nossas capacidades para fazer nada, por isso houve alturas em que as fraldas reutilizáveis não eram a solução ideal. As descartáveis são indubitavelmente mais práticas e não requerem qualquer trabalho. Por isso, de vez em quando aproveitei os seus benefícios. Mas como em consciência sabia que isso não era o correcto, rapidamente ajustava melhor os absorventes, os tamanhos, para que não houvesse fugas, e lá iamos nós, de consciência tranquila e experiência tranquila com as reutilizáveis.

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Pele – A nível da pele, posso dizer que em 3 anos os nossos miúdos ficaram com a pele “assada” 3 ou 4 vezes e só nessas alturas específicas usaram aqueles cremes cheios de químicos. (O facto de dizerem aos pais para usar esses cremes todos os dias na pele ultra sensível e influenciável dos bebés, ultrapassa-me por completo). Compensa bastante usar pano, agua e um creme natural!

Visual – Em termos de visual não havia dúvida, os nossos putos ficavam mesmo giros com estas fraldinhas!

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Resiste-se?…

Então, vou dar-vos um apanhado das opções que andam por aí, para depois poderem pesquisar a vosso gosto.

a) Pré-dobradas que podem ser mais elaboradas com absorventes por dentro, como estas da foto, ou podem ser as velhinhas musselinas usadas pelas nossas mães.

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Usam-se sobretudo de noite por serem mais absorventes. Estas são feitas de bambu ou cânhamo – materiais excelentes para a pele dos bebés.

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Por cima aplicam-se as capas impermeáveis, que fazem com que não haja fugas.

c) Fraldas de bolso
já muito parecidas com as descartáveis (só é preciso tirar o absorvente de dentro para lavar).
E MUITO mais fofinhas do que as descartáveis 🙂

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d) as AIO
As AIO são tal e qual as descartáveis, só que no fim, em vez de ir para o lixo, lavam-se e reutilizam-se.

Ajudas extra:
Para colocar na fralda (serão a primeira camada junto à pele do bebé):
Fleeces –  os polares, podem comprar ou fazer como eu, que recortei de uma manta de 3 euros e que cumprem 2 funções:
– deitar mais facilmente os cocós para a sanita
– manter a pele do bebé mais seca
Liners – Toalhitas secas de papel biodegradável que se podem colocar directamente na sanita como o papel higiénico.
Servem para o mesmo que os fleeces, uma maior facilidade na remoção das necessidades sólidas.

Os ganchinhos chamam-se snappies e substituem os antigos alfinetes 🙂

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Como se lavam?
Como a roupa!! Na máquina!! Depois de deitar os cocós fora (o que os fleeces e liners tornam mais fácil), podem colocar-se num caixote à parte com um pouco de óleo de Tea Tree (desinfectante natural e inibidor de cheiros) até acumularem suficientes para a lavagem. Depois lavam-se com o detergente normal, sem amaciador, e alguns detergentes ecológicos especiais que ajudam bastante na limpeza, são baratos e duram imenso.

Para mais informações procurem por exemplo o grupo do facebook Fraldas Reutilizáveis onde vão encontrar muita ajuda.

Pelo bem do ambiente, do nosso futuro, dos bebés sem químicos e da nossa economia, experimentem!

Finalmente consigo responder às perguntas que me têm enviado-
Que alimentos devemos tomar para nos fortalecermos?

Aqui ficam as soluções da nossa família.
Cá por casa, a saúde respeita-se.

1- Em primeiro lugar, não comemos carne, nem peixe, nem lacticínios o que já nos deixa de fora de uma boa dose de químicos e antibióticos.

2 – Depois tentamos comprar coisas biológicas, sempre que possível, e o que não é possível, lavamos muito bem.
Uma solução de sal e água (1 para 9) parece ser extremamente eficaz na redução de químicos nos vegetais e fruta.
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3 – Depois apostamos na prevenção.
Mexer na terra e apanhar as bactérias boas (esquecidas no nosso mundo sobrehigienizado) e andar ao ar livre. Muito, muito, muito. (Chuvinha miudinha e saltos nas poças incluídos)

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4 – Usar alguns alimentos que ajudam a fortalecer e imunizar o nosso sistema.
Assim, quando chega o Outono, por aqui, para evitar as vacinas anti-gripe, começo logo a colocar curcuma e gengibre na comida.
No entanto, este ano, tenho um aliado novo.
Há um produto biológico, de ingredientes naturais, que engloba uma série de anti-inflamatórios naturais.
Chama-se Golden Milk e tem curcuma, canela, pimenta e gengibre e é só pôr uma colherzinha no leite e “já está”, como dizem os meus filhos. Temos bebido todas as manhãs. O meu, numa caneca muito especial, pintada pela minha avó…
E neste dia o leite era de avelãs. Caseiro.

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Também apostamos no alho, cacau (sem açúcar), tomilho, aipo…
São muitos os alimentos com propriedades anti-inflamatórias.

5 – No entanto, de vez em quando, lá acontece, o nariz começa a pingar, às vezes a garganta a doer. Nessa altura passamos ao chá em doses industriais.
Limão, gengibre, cravinho e canela.
Mais uns vapores e lavagens do nariz e com os miúdos resulta quase sempre e a mim ajuda-me imenso.

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6 – Se mesmo, assim, os sintomas não passarem, é tempo de agir. Com anti-inflamatórios?
Não, ainda não.
Aqui passamos às bolinhas da homeopatia com o Dr. Nuno Oliveira.
Ou à acupunctura com a Dra. Joana Teixeira.

Só depois passaríamos aos químicos…
Mas a verdade, é que os meus miúdos, pés sempre descalços, pouco agasalhados, sempre destapados a dormir, há quase 2 anos que não tomam um anti-inflamatório. E muito menos um antibiótico.

Por aqui resulta e eu sinto-me realmente feliz e orgulhosa.
Como nada disto tem efeitos adversos como os dos medicamentos, que tal tentarem também?

Contem-nos as vossas mezinhas!
E plantemos amor.

Cá estamos

Hoje resolvi fazer as tabelas que me fizeram muita falta em todo o meu processo de mudança de alimentação, e que espero que ajudem a descomplicar o vosso processo dos primeiros tempos.
Estas tabelas e dicas, são todas baseadas nos Manuais da Direcção Geral de Saúde, nas dicas das nossas nutricionistas e na nossa própria experiência familiar.
No entanto (!) não invalidam a vossa própria visita a um nutricionista informado, sobretudo  se estivermos a alterar a alimentação de crianças (!).

A maioria da população ocidental tem uma alimentação inadequada (associado a um estilo de vida de stress), o que tem resultado na proliferação de tantas doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, obesidade, esgotamentos, depressões…

A alimentação vegetariana bem planeada é muito mais saudável para o nosso corpo, para a nossa consciência e sustentável para o Planeta.

Por vezes parece difícil acertar com as combinações. Este é o meu descomplicómetro 🙂
sempre atento a novas informações da comunidade cientifica e portanto em possibilidade de mudança.
Todos os documentos estão disponíveis em PDF para impressão e acesso a links, no fim da publicação.

Para começar o dia:

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Para os almoços e jantares:

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Muito importante – os complementos necessários para obtermos todos os nutrientes:

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Lista dos Alimentos de Origem Vegetal que nos providenciam as vitaminas, minerais e oligoelementos necessários à nossa saúde.
Às vezes dá jeito saber:

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Algumas dicas extra, que fazem falta:

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E por fim, endereços úteis para receitas e muito mais informação nutricional:

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Para ver com melhor qualidade, aceder a links e imprimir para a porta do frigorifico :), cliquem aqui:

Pequenos Almoços, Lanche e Snacks

Almoços e Jantares

Complementos Necessários a Alimentação Vegetariana Saudável F

TABELA DE VITAMINAS

Endereços Úteis

Espero ter ajudado.
Que continuemos a plantar amor.

 

Hoje é dia do Ambiente e pela manhã deparei-me com esta notícia nos jornais:

“Uma dieta vegan, é provavelmente o melhor caminho para reduzir o nosso impacto no planeta”  Joseph Poore, University of Oxford, UK

” Dada a crise global da obesidade, mudar a dieta, tem o potencial de nos tornar a nós, e ao planeta, mais saudáveis ”. Prof Tim Benton, at the University of Leeds, UK

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O novo estudo, publicado na revista Science, é uma das análises mais abrangentes até à data e revela que retirar a carne e os lacticínios da dieta podia reduzir a pegada de carbono de um indivíduo até 73%. Reduziria também a área mundial cultivada em 75% e ainda assim alimentaria o mundo inteiro.

“Realmente são os produtos animais que são os maiores responsáveis (pela extinção das espécies e poluição do planeta). Evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito melhores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis, e é muito maior do que evitar as viagens ou comprar um carro elétrico”

A pesquisa da equipa de Joseph Poore é o resultado de um projeto de cinco anos de duração, que inicialmente começou como uma investigação sobre a produção sustentável de carne e laticínios.

O cientista parou de comer produtos de origem animal após o primeiro ano de estudo…

Por aqui não comemos carne, nem peixe, nem lacticínios, nem ovos. Nada de origem animal. Eu sou vegetariana há 18 anos e vegan há 2, o marido há 6 anos e os meninos desde a gestação.

E estamos saudáveis e de consciência tranquila. Pelos animais e pela nossa casa – o planeta Terra.

Nas próximas publicações, irei compor algumas tabelas que vos ajudarão a compôr as vossas refeições vegetarianas de forma saudável.
Para bom apetite e boa consciência.

Espero que vos inspirem na vossa jornada pela defesa do ambiente!

Aconselho ainda que vejam o documentário Cowspiracy, para mais informações, e que se deliciem a encontrar receitas e muita, muita informação nutricional no blog Universo dos Alimentos.

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Que continuemos a Plantar Amor

Liana