crianças vegetarianas

Cá estamos

Hoje resolvi fazer as tabelas que me fizeram muita falta em todo o meu processo de mudança de alimentação, e que espero que ajudem a descomplicar o vosso processo dos primeiros tempos.
Estas tabelas e dicas, são todas baseadas nos Manuais da Direcção Geral de Saúde, nas dicas das nossas nutricionistas e na nossa própria experiência familiar.
No entanto (!) não invalidam a vossa própria visita a um nutricionista informado, sobretudo  se estivermos a alterar a alimentação de crianças (!).

A maioria da população ocidental tem uma alimentação inadequada (associado a um estilo de vida de stress), o que tem resultado na proliferação de tantas doenças cardiovasculares, diabetes, cancro, obesidade, esgotamentos, depressões…

A alimentação vegetariana bem planeada é muito mais saudável para o nosso corpo, para a nossa consciência e sustentável para o Planeta.

Por vezes parece difícil acertar com as combinações. Este é o meu descomplicómetro 🙂
sempre atento a novas informações da comunidade cientifica e portanto em possibilidade de mudança.
Todos os documentos estão disponíveis em PDF para impressão e acesso a links, no fim da publicação.

Para começar o dia:

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Para os almoços e jantares:

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Muito importante – os complementos necessários para obtermos todos os nutrientes:

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Lista dos Alimentos de Origem Vegetal que nos providenciam as vitaminas, minerais e oligoelementos necessários à nossa saúde.
Às vezes dá jeito saber:

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Algumas dicas extra, que fazem falta:

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E por fim, endereços úteis para receitas e muito mais informação nutricional:

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Para ver com melhor qualidade, aceder a links e imprimir para a porta do frigorifico :), cliquem aqui:

Pequenos Almoços, Lanche e Snacks

Almoços e Jantares

Complementos Necessários a Alimentação Vegetariana Saudável F

TABELA DE VITAMINAS

Endereços Úteis

Espero ter ajudado.
Que continuemos a plantar amor.

 

Hoje é dia do Ambiente e pela manhã deparei-me com esta notícia nos jornais:

“Uma dieta vegan, é provavelmente o melhor caminho para reduzir o nosso impacto no planeta”  Joseph Poore, University of Oxford, UK

” Dada a crise global da obesidade, mudar a dieta, tem o potencial de nos tornar a nós, e ao planeta, mais saudáveis ”. Prof Tim Benton, at the University of Leeds, UK

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O novo estudo, publicado na revista Science, é uma das análises mais abrangentes até à data e revela que retirar a carne e os lacticínios da dieta podia reduzir a pegada de carbono de um indivíduo até 73%. Reduziria também a área mundial cultivada em 75% e ainda assim alimentaria o mundo inteiro.

“Realmente são os produtos animais que são os maiores responsáveis (pela extinção das espécies e poluição do planeta). Evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito melhores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis, e é muito maior do que evitar as viagens ou comprar um carro elétrico”

A pesquisa da equipa de Joseph Poore é o resultado de um projeto de cinco anos de duração, que inicialmente começou como uma investigação sobre a produção sustentável de carne e laticínios.

O cientista parou de comer produtos de origem animal após o primeiro ano de estudo…

Por aqui não comemos carne, nem peixe, nem lacticínios, nem ovos. Nada de origem animal. Eu sou vegetariana há 18 anos e vegan há 2, o marido há 6 anos e os meninos desde a gestação.

E estamos saudáveis e de consciência tranquila. Pelos animais e pela nossa casa – o planeta Terra.

Nas próximas publicações, irei compor algumas tabelas que vos ajudarão a compôr as vossas refeições vegetarianas de forma saudável.
Para bom apetite e boa consciência.

Espero que vos inspirem na vossa jornada pela defesa do ambiente!

Aconselho ainda que vejam o documentário Cowspiracy, para mais informações, e que se deliciem a encontrar receitas e muita, muita informação nutricional no blog Universo dos Alimentos.

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Que continuemos a Plantar Amor

Liana

Carta aos meus filhos, sobre a nossa alimentação 100% vegetariana.

Meus amores

Esta história que a mãe vai contar, começou de forma muito simples. Era uma vez uma menina que não queria comer animais. Simples assim.
Desde criança, a Mãe nunca conseguiu comer pato nem coelho. Depois numa tarde normalíssima, aos 21 anos, deparei-me com uma banca de uma associação chamada Animal, coleccionei os panfletos que mostravam a realidade da indústria, fiz as minhas perguntas e ao jantar já não comi carne. Nunca mais.
Demorei 3 meses a deixar o peixe e infelizmente por ser utópica e obtusa, mais 15 anos a deixar os lacticínios.
Casei com o vosso pai, que não sabia o que eram legumes e quase só comia bifes e batatas fritas (não comigo).
A primeira vez que a mãe lhe pos um prato vegetariano à frente, o pai torceu-se todo.
Vocês ainda não têm muita consciência disso, mas alguns primos vossos (que vocês nao conhecem) são toureiros e forcados, o pai vem de uma família tauromáquica, mas eu conheci-o com uma sensibilidade e um coração que bastou ver algumas imagens, saber algumas histórias, pensar por ele que em 1 ano ultrapassou todas as convenções em que a sociedade o cultivou, e hoje é ainda mais cuidadoso com os direitos dos animais do que eu.

Por último, quando vocês nasceram, foi por mútuo acordo que embora bebés, iriam seguir uma alimentação vegetariana desde a gestação!
Para muita gente há várias preocupações nesta opção que fiz para vós, e já me originou várias mensagens aqui na página.
A maior parte sem descriminação, apenas por desconhecimento de que possa ser saudável.
Talvez no futuro, vocês próprios me perguntem porque foram criados assim…
É por isso que hoje, é este o meu assunto.
Tenho 2 filhos bebés, que seguem uma alimentação vegetariana!

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Foto: Liana

E vou tentar resumir por pontos todas as perguntas e respostas que já dei.

1) “O que comem eles afinal? E a proteína?”
Claro que vocês sabem que comem tudo. Literalmente tudo e muito bem. Só não comem carne, nem peixe, nem lacticínios (leite de vaca, queijos, manteigas), nem ovos.
E digo só, porque só desde que sou vegetariana, é que me apercebi do mundo gigante de alimentos que existem para além da habitual alimentação omnívora.
Mas para quem não sabe, costumo enumerar:
– Comem legumes (que para além das recorrentes courgette ou bróculos, incluem beterraba, pastinaca, raiz de aipo, funcho, quiabos, couve kale, beldroegas, acelgas, etc…),
– Comem tubérculos (que para além das batatas incluem mandioca, chuchu ou ínhame),
– Comem cereais (que para além da massa e do arroz, incluem quinoa, bulgur, millet, kamut, trigo sarraceno, amaranto…),
– Comem muita fruta​, fresca e desidratada,
– Comem leguminosas (que para além das ervilhas ou grão, incluem as favas e as lentilhas e as dezenas de feijões todos como mungo ou azuki)
– Comem algas, sementes várias, leveduras e óleos naturais
– Bebem leites vegetais variadíssimos e comem queijos e manteigas de amêndoa, noz ou caju…
Não precisam de “substitutos” da carne. Por graça, comem só de vez em quando tofu, seitan ou tempeh, mas longe, muito longe de ser diariamente.
Uma alimentação vegetariana variada e naturalmente colorida tem todos os nutrientes necessários para a nossa vida, incluindo no crescimento, incluindo a proteína, sim.

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Foto: Liana

2) “Não os deixas escolher, estás a fazer a opção por eles”
Bom, eu não conheço nenhum pai, mas mesmo nenhum, que tenha perguntado à sua criança se ela optava por ser “carnívora”.
Os pais escolhem sempre a alimentação dos filhos, segundo a sua cultura, a sua religião, os seus costumes, os seus hábitos. Esta é uma das coisas nas quais as crianças não têm opção.
Mas creio, e penso ser fácil crer nisto, que se perguntassem realmente às crianças se elas queriam comer o patinho, o coelhinho, a vaquinha, o porquinho…que provavelmente muitas delas iam responder que não. Ensinamos os nossos filhos a gostar destes animaizinhos todos, heróis das histórias lindas dos livros e dos filmes, mas quantos de nós têm coragem para dizer que o que está no prato, o que eles têm de comer, é a perna do coelhinho ou a asa do patinho? Não será isso uma contradição?
Orgulho-me de que vocês saibam de onde vem toda a vossa comida, não há nada a esconder no que vem da horta e não do matadouro. Nada traumatizante ou contraditório na vossa comida.
Quando vocês tiverem maturidade suficiente para saber que as vossas escolhas alimentares têm consequências não só para vós, mas para os outros seres, e para o todo o mundo à vossa volta, já que a indústria da carne é a que causa mais emissoes de CO2, então aí estarão capazes de optar. E tenho consciência que posso criar um activista e um caçador de leões.
Ser vegetariano estrito, é muito mais do que deixar de comer animais, é uma filosofia que exclui o abuso de animais em qualquer circunstância. É um estilo de vida de compaixão, respeito e amor. Só quando crescerem, vocês poderão decidir se querem, ou não, ser realmente vegetarianos. Mas enquanto vocês não têm capacidade de optar, faço como todos, todos os pais: opto pelo que eu acho melhor para vós.

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Foto: Patrícia Resende

3) “Vão ser descriminados”
Os meus filhos não comem açúcar e isto não tem nada a ver com ser vegetariano. Eu farto-me de comer açúcar, porque é um vício, mas vocês não comem açúcar porque o açúcar é um veneno e não precisam de se habituar a um veneno. Para já o que vocês adoram as minhas papas caseiras adoçadas com fruta, os meus bolos adoçados com tâmaras e bananas. Sabem o que são doces, mas não sabem o que são gomas, nem chocolates kinder, nem refrigerantes. Só nas festas comem mais ou menos os mesmos bolos e bolachas que os outros meninos.
E sabem que mais? Neste tempo em que vivemos, acredito que se vocês vierem a ser descriminados pelos colegas, seja muito mais por não comerem açúcar do que por não comerem carne.
E então? Eu vou “envenenar” os meus filhos com açúcar para não serem descriminados?
O mesmo serve para não comer animais. Eu vou dar-vos carnes cheias de antibióticos e hormonas, esquecer todo o respeito pelos animais, para vocês não serem descriminados?
Para mim, a resposta é clara. Não. O que eu vou tentar fazer é encher-vos de amor, educação, valores, sentimento de pertença, fomentar a vossa auto-estima e dar toda a informação sobre as escolhas da família, para que tenham a bagagem correcta para não se intimidarem com a descriminação.

Sabem que a Mãe foi vítima de bullying durante vários anos da minha infância? E não era vegetariana…
Era pobre, era fadista, era filha de pais separados… Mas não era vegetariana… Quando o mundo nos encontra um ponto fraco, seja ele qual for, às vezes diverte-se a atirá-lo ainda com mais força para cima de nós. A mim, entristeceu-me e enrijeceu-me. Espero muito conseguir tornar-vos fortes através do amor e não da dor.

4) “Vão ter problemas de saúde”
Aqui eu não respondo com as minhas palavras, quando me posso valer de quem sabe muito mais do que eu.
Os últimos manuais da Direcção Geral de Saúde incluem manuais sobre alimentação vegetariana na infância e referem os benefícios de saúde em relação a uma alimentação omnívora.
Ainda assim, pelos vossos problemas cardíacos, e por descanso meu, são seguidos pela nutricionista do Hospital de Santa Cruz (que não é vegetariana e nos recebeu na primeira consulta, de sobrolho franzido, à espera de uma mãe a seguir uma moda).
Dela, recebo agora várias vezes os parabéns e a frase: “os seus filhos são mais bem alimentados que a maioria dos bebés omnívoros que eu acompanho”
As vossas análises estão óptimas e recomendam-se.
Não há nada, nada, na carne, peixe ou lacticínios que não possam obter em fontes vegetais.

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Foto: Liana

Se tive dúvidas? Claro que sim.
Quando tive o primeiro diagnóstico pré-Natal de que tu, Gabriel, tinhas uma cardiopatia a minha primeira pergunta foi: “A culpa é minha? Foi da minha alimentação?”
Quando, depois de toda a tua atribulada história, voltaste a ser internado com vómitos constantes, a recusar comer durante 15 dias, a minha primeira pergunta foi: “Será que lhe falta alguma vitamina? Será que precisa de carne ou peixe?”
Mas os médicos sempre disseram que não.
Infelizmente para nós, por ambos terem sido operados várias vezes ao coração, são inúmeras, inúmeras as equipas médicas e de enfermagem, que vos acompanham.
E felizmente, longe do que eu inicialmente contava, literalmente todas, tem dado apoio na continuação da alimentação vegetariana.
Todas têm reforçado os seus benefícios. Hospital S. Francisco Xavier, Hospital de Santa Maria, Hospital de Santa Cruz, Hospital Beatriz Ângelo…
Foram várias as vezes que nos primeiros internamentos, foram chamadas nutricionistas para falar comigo, por acharem que vocês podiam ser crianças em risco de má nutrição. Lembro-me por ex. de uma, que após me ouvir, me disse, fechando o dossier: “ok, não faço aqui nada. Estes rapazes são muito bem alimentados.”

A minha opção para vocês foi pensada e muito consciente.
Antes de vocês nascerem, eu já era vegetariana há 15 anos. Comia sem grandes cuidados e era uma má cozinheira, apesar de muito boa vontade (e mesmo assim, sempre saudável).
Quando optámos por vocês terem uma alimentação vegetariana, a responsabilidade foi totalmente diferente. Se adoecessem por minha causa, estaria a ser uma terrível e negligente mãe. Por isso, como em tudo o que faço, por vós, que seja de grande magnitude, investiguei muito. Para além das nutricionistas, li muito, juntei-me a grupos vegetarianos e aprendi.
Tornei-me uma cozinheira infalível (a necessidade aguça mesmo o engenho) e tenho um enorme orgulho em vos ouvir a pedirem sopa, feijão e couves em vez de batatas fritas e nuggets.

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Foto: Liana

Por isso, se podemos ser saudáveis (e sim, já há estudos dos efeitos a longo prazo) e respeitar a Natureza, o planeta, o ambiente e os outros seres, porque razão haveria eu de fazer outra escolha para os meus filhos?

Que continuemos juntos a plantar amor
Vossa
Mãe

Bem-vindos todos os que vieram espreitar.

Esta será a minha caixa de correio.
Aqui encontrarão cartas, ou pedaços delas. Cartas a um presente e a um futuro, forjadas pela paixão da escrita e da partilha.

Já fui (e muitas ainda sou) pintora, agricultora, trolha, artesã, vendedora de pipocas num cinema, decoradora, gestora, empresária, tutora…
Conhecem-me sobretudo como cantora.

Mas aqui, aqui vou ser Mãe (o meu maior dom e responsabilidade).
Uma mãe sem palco, sem encenações, sem ensaios e às vezes sem luzes.
Uma mae, mulher e cidadã muito atenta ao mundo real. Porque é esse mundo, bom e mau, que vou deixar aos meus filhos. E são os meus filhos, bons ou maus, o que vou deixar ao mundo.

Quando fui mãe apercebi-me que não bastava amar e estabelecer regras e limites.  Talvez me tenha apercebido que amar não tem regras nem limites. É infinito, assustador, maravilhoso e preocupante.
Apercebi-me que tinha nas mãos os dois maiores desafios de todos:
– duas crianças a quem encaminhar no desejo de que se tornem adultos com empatia e respeito pelos outros. 
– um mundo inteiro para preservar, cuidar e melhorar para deixar a estas crianças.

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Photo: António Dias

Por aqui vou partilhar essas cartas que faço para eles, para mim mesma e para quem tem paciência em me ler, e que me regem na imprevisibilidade que é a própria vida.

Não contem com vidas glamorosas, roupas e cremes de marca ou brinquedos da moda.

Aqui tenta-se aprender a viver com maior simplicidade de objectos, para dar maior valor aos sentimentos.

Aqui tenta-se aprender a cuidar da Terra. Da que nos acolhe, da que nós trabalhamos na horta, da que fazemos parte enquanto humanidade, tentando protegê-la da poluição e das histórias de conflitos.

Aqui tentamos aprender a cuidar da saúde, comendo saudavel e éticamente, e quando necessário, usando métodos naturais de cura.

Aqui tentamos aprender a cuidar da mente, praticando uma educação assente no respeito mútuo entre pais e filhos, na descoberta e aceitação de todos os sentimentos que nos atravessam e procurando lidar com eles de maneira consciente.

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Foto: Liana

Seguimos, por os achar correctos, alguns movimentos como:

Vegetarianismo (Vegan) – tipo de alimentação, cientificamente provado como saudável, e estilo de vida que exclui qualquer uso de animais.

Desperdício Zero (Zero Waste) – estilo de vida com preocupação pelo ambiente, assente nos princípios de reduzir, reutilizar e reciclar

Medicinas Alternativas – a cura e a prevenção pela alimentação, homeopatia e acupunctura, deixando os químicos apenas para quando eles são mesmo necessários.

Parentalidade Consciente (Mindful Parenting) – estilo de parentalidade que se baseia no amor como base para a criança e pais alcançarem juntos uma auto-estima saudável, respeito e empatia, autenticidade, integridade e responsabilidade pessoal.

Desescolarização (Unschooling) – estilo de aprendizagem, em que a criança não  frequenta o modelo de escola industrial e que se baseia na motivação e interesses individuais e únicos da criança para adquirir as competências necessárias à vida adulta

Minimalismo – estilo de vida que rejeita o consumismo desenfreado e que tenta reduzir as necessidades de objectos, concentrando-se naquilo que torna a vida mais feliz.

Fazemos todos estes movimentos à nossa maneira, da forma que se adapta a cada membro da nossa família.  E crescemos todos, com a sensação de que uma consciência mais tranquila é, por oposição, o sentimento menos simplista que temos. Pois a consciencia tranquila é um sentimento que nos deixa gigantes.

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Foto: António Dias

Maior que esse, só mesmo o amor constante e sereno que tentamos semear, plantar e fazer crescer entre nós e em nosso redor.  Por aqui, partilharei essas sementes, com o desejo de que, se vos fizer sentido, consigam fazer crescer algumas, entre vós.

Obrigada por receberem as minhas cartas.
Plantemos amor.