montanhas

Conquanto eu já conheço meio mundo, em família ainda se fizeram poucas viagens para fora.

Estas foram umas férias muito desejadas. Mas não foram umas “simples” férias na neve.
Cumprindo um desígnio de os levar a ver as maravilhas da natureza que podem vir a desaparecer quando os meus filhos forem adultos, esta foi a nossa primeira aventura.
Houve uma preparacao cuidadosa para irmos ver um glaciar.
Com as alterações climáticas, os glaciares dos Alpes estão a derreter de tal forma rápida que os vários países desta cordilheira estão a aplicar medidas científicas para que o desaparecimento dos glaciares seja adiado o mais tempo possível.
Os glaciares são importantíssimos para os ecossistemas sociais e económicos das zonas em que estão inseridos e para os ecossistemas naturais de todo o planeta.
Infelizmente, somos nós humanos e a nossa sede de consumismo, que estamos a acelerar o seu desaparecimento.

A caminho então:

 

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Quando cheguei ao cimo da montanha e pude ver este glaciar, foi um momento extremamente emotivo para mim. Confesso que as lágrimas caiam dos meus olhos.
Saberei explicar?
Sentir que talvez os meus filhos em adultos já não possam ver este fenómeno natural…
Sentir que o equilíbrio das nossas existências estava ali representado à minha frente, na forma de um rio de gelo em fim do seu tempo.

É certo que vivo num vale, que talvez já tenha sido um glaciar. É certo que o planeta tem estes ciclos e mudanças naturais.

Mas também é certo que estejamos a alterá-los de forma tão rápida, que nós, humanos, deixemos de ter lugar para existir.
Porque a Natureza, de uma forma ou outra saberá adaptar-se. Nós, tão frágeis na nossa ridícula omnipotência, não o conseguiremos.

Há um silêncio incrível no cimo de uma montanha de neve. Uma paz forte e poderosa. Mas em mim, existe um grito de alerta. É preciso salvar a Terra. É preciso salvar-mo-nos.